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Pesquisa sobre impactos negativos da imigração estava errada

 (Foto: Pixabay)

 

Uma pesquisa recente realizada na Harvard Kennedy School provocou polêmica ao mostrar como a imigração pode afetar de forma negativa os salários locais de um país.
O estudo analisava o impacto salarial resultante da migração de refugiados cubanos para a Florida durante os anos 1980. De acordo com os pesquisadores, com o aumento da mão de obra na cidade, o valor das remunerações acabou despencando, reduzindo as rendas familiares dos locais.

Uma outra análise, porém, publicada pouco tempo depois da primeira, desmentiu os resultados do estudo. Jennifer Hunt, da Universidade de Rutgers, e Michael Clemens, do Centro para Desenvolvimento Global, nos Estados Unidos, mostraram que a pesquisa, na verdade, possui um erro em sua base de dados, o que acabou alterando profundamente os resultados apresentados.

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O primeiro estudo, liderado pelo economista George Borjas, realizava uma análise do movimento migratório de quase 125 mil cubanos que se dirigiram para Miami durante abril e outubro de 1980 - esse grupo de pessoas ficou conhecido como "Marielitos", em alusão ao Porto de Mariel, em Cuba, local de partida dessas pessoas . Para poder fazer a comparação dos níveis salariais antes e depois da chegados dos imigrantes, Borjas analisou a população de Miami e de seus arredores, assim como a média salarial dos trabalhadores sem ensino médio completo. O recorte foi feito devido ao fato da maioria dos "Marielitos" também não contarem com o diploma de segundo grau. 

A partir dos números encontrados, Borjas identificou que logo após a entrada dos cubanos, o índice de renda do grupo americano caiu entre 10% a 30%. O que a revisão feita por Hunt e Clemens identificou, porém, é que os dados utilizados na pesquisa foram retirados de um censo chamado Census Bureau.

Isso é importante porque a partir de 1980, logo após a chegada dos imigrantes, o censo passou a considerar em sua pesquisa um número maior de homens negros de baixa qualificação em seu recorte. 

Após uma comparação feita entre a média que incluía a nova amostragem e a que não não apresentava esses dados, a dupla de pesquisadores percebeu como a queda salarial não foi afetada não pela imigração, mas pela inclusão de novos integrantes no grupo de contagem. A diferença se dava porque os homens negros ganhavam muito menos do que o restante das pessoas de baixa escolaridade. Dessa forma, os economistas provaram que apesar da média salarial ter caído, os salários em si não apresentaram reduções drásticas. 

O estudo de Borjas, que "provava" como a entrada de imigrantes significaria um prejuízo aos habitantes de uma nação, já estava sendo citada por representantes do movimento anti-imigração dos Estados Unidos, como, por exemplo, o intelectual Mark Krikorian. Agora, o estudo cai por terra.

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