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Comer em frente ao espelho deixa a comida mais gostosa

Macarronada, pizza, bolo, pastel, churrasco, brigadeiro, lasanha. Só de ler essas sete palavras você já sente seu estômago se comprimir e a boca encher d’água? Comer é bom, muito bom. Não à toa, como tudo que é muito bom, o ser humano tratou de colocar o desejo de comer mais um pedacinho na jaula: pronto, gula é pecado.

Religiosos ou pagãos, não há ninguém faminto que não salive diante do seu prato predileto. E algumas experiências podem tornar o prazer supremo da gula ainda mais delicioso, como comer acompanhado, por exemplo. O fenômeno é conhecido pelos cientistas como “a facilitação social da comida” que, nos alimentando na companhia de outras pessoas, nos faz sentir mais o sabor da comida e comer porções maiores.

Agora, um grupo de cientistas da Universidade de Nagoya, no Japão, descobriu que esse mesmo efeito potencializador da comida pode ser atingido sozinho com a ajuda de um espelho. Isso mesmo: comer diante de um espelho ou de uma imagem de si mesmo comendo cria uma falsa impressão de companhia e deixa a comida mais gostosa. Pois bem, um tempero chamado ego.

“Nós queríamos descobrir qual era o mínimo necessário para o efeito da facilitação social da comida. A outra pessoa precisa estar presente ou só a informação de que há uma presença é suficiente?”, explica o coordenador do estudo Ryuzaburo Nakata, na divulgação da pesquisa.

Para isso, Nakata e sua equipe fizeram testes com 16 pessoas entre 65 e 74 anos. Eles escolheram essa faixa etária porque é a que mais costuma fazer as refeições sem companhia. Os voluntários foram convidados a comer pipocas salgadas ou de caramelo por 90 segundos e, em seguida, descrever como se sentiram comendo sozinhos, em frente a um espelho ou assistindo a um vídeo deles mesmo se alimentando.

A maioria dos voluntários contou que sentiu mais o gosto da comida e comeu mais quando estava se vendo refletido – se comparado à quando se viu no monitor paralisado. Comer em frente ao espelho realçou a doçura em 25% dos casos, 21% dos participantes disse que a pipoca estava mais gostosa e 12% avaliou que a pipoca, quando comida assim, era de melhor qualidade.

Depois desse teste, os pesquisadores repetiram o experimento com jovens adultos e o efeito foi semelhante – uma prova de que esse realce de sabor, mesmo que narcisista, não tem classificação etária. O time de cientistas comemora a descoberta, por que sentir prazer enquanto come está muito atrelado à qualidade de vida, sobretudo em idades mais avançadas. E fazer as refeições só, em contrapartida, está relacionado à perda de apetite e depressão.

“Nossas conclusões, sugerem uma possível abordagem para melhorar o apelo dos alimentos e a qualidade de vida das mais velhas que não têm companhia na hora das refeições, aqueles que sentem a falta de alguém ou estão longe de seus entes queridos”, disse o pesquisador Nobuyuki Kawai, na divulgação do estudo.

Na era da selfie, o jeito é usar o narcisismo para algo útil, nem que seja te salvar de uma gororoba insossa, por exemplo.

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