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Como lembrar daquela palavra que está na ponta da língua

Está na hora de botar a mão na… No que mesmo? Aquela coisa que fica na cabeça. Dentro. Mas não é o cérebro. Nem existe direito. Não é mente, mas é tipo isso! Não conseguir lembrar de uma palavra que está na ponta da língua acontece com todo mundo. O que não quer dizer que não seja frustrante.

Se você é um grande esquecedor de palavras, a ciência tem uma notícia ruim e uma boa. A primeira é que, se você teve dificuldade de lembrar uma palavra, a tendência é que isso aconteça toda a vez que você for tentar usá-la. O lado bom é que dá para impedir esse ciclo vicioso de se desenvolver.

Para começar, é bom entender como esse bug mental acontece. Segundo especialistas, o problema é que o raciocínio acontece em camadas. Conforme você vai pensando na frase como um topo, seu cérebro vai acessando a memória para um processo chamado “recuperação lexical”. É nessa etapa que seus pensamentos vão virando palavras conectadas pela sintaxe e a semântica – e isso já está escolhido e determinado antes mesmo de você abrir a boca.

A última fase é articular a fonologia da palavra: o som dela, mesmo. Só que é ali que a “codificação” trava, na hora que a palavra para na ponta da língua. A parte mais relevante do processo está prontinha. Só fica faltando formar os sons que permitem comunicar o raciocínio.

Agora, estudos sobre o fenômeno da ponta da língua dizem que quando você percorre todo esse labirinto, seu cérebro se acostuma com ele, ainda que ele chegue em um caminho sem saída. Isso quer dizer, na prática, que se você não consegue articular a palavra que está na ponta da língua uma vez, é bem capaz que, da próxima vez que você pense algo parecido, o cérebro caia na mesma armadilha. Ou seja: uma palavra problema vai continuar te dando trabalho no longo prazo.

Como quebrar esse ciclo? O Mental Floss conseguiu uma dica com uma pesquisadora expert em cognição: em vez de explicar o que você quer dizer e pedir para outra pessoa te dar a resposta, tente chegar à conclusão sozinho.

Você pode pedir dicas, contextualizar a palavra, mas lembre de pedir para a pessoa só te dar um empurrãozinho. No caso do exemplo do início da matéria, em vez de deixar seu amigo falar “consciência!”, peça para ele ir, aos pouquinhos, te levando a outras palavras que te permitam resolver o quebra-cabeça.

Assim, se você conseguir chegar à palavra que tinha em mente, o raciocínio fica completo e, da próxima vez que você tentar uma “recuperação lexical” parecida, vai ter mais facilidade de encontrar a palavra, sem dar com a cara no labirinto sem saída mais uma vez.

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