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Leve um casaquinho: o futuro será muito mais chuvoso do que imaginávamos

Será que vai chover?

A pergunta pode até ter cara de conversa de elevador, mas é uma grande questão para a ciência – a meteorologia está aí e não nos deixa mentir. Porém, mais do que para nos lembrar de pegar o guarda-chuva ou deixar as sandálias em casa, a previsão do tempo também é fundamental para antecipar problemas climáticos. Saber a quantidade de chuva que vai cair em certa região nos próximos anos é um dado importante – principalmente para ações de combate ao aquecimento global.

Para essas previsões, os cientistas criam modelos climáticos complexos. Os métodos consideram fatores como a quantidade e o movimento das nuvens, temperatura, clima e relevo. O problema é que nossas últimas análises a longo prazo podem estar ignorando um fator importante: a diminuição do número de nuvens de alta altitude nas regiões tropicais, causada pelo aquecimento global. É o que aponta um novo estudo conduzido por pesquisadores da Nasa, e publicado na revista Nature Communications.

A relação entre nuvens e chuva parece ser acumulativa: quanto mais delas vemos no céu, mais chance de cair água. Em termos globais, no entanto, a lógica pode ser diferente – sobretudo se estivermos falando de nuvens de alta altitude. Tudo por conta da função que essas nuvens possuem: elas atuam como uma espécie de barreira para o calor, aprisionando os ventos quentes na atmosfera. Com um menor número de nuvens de alta altitude, como observado pelos cientistas, a temperatura lá de cima tende a se tornar mais baixa.

 

Para reverter esse processo, e aquecer o clima de novo, a resposta atmosférica é mandar mais água para baixo. Pois é. Tudo isso parece contra-intuitivo, já que normalmente usamos a água para nos refrescar. Mas o comportamento inverso, ou seja, a chuva aumentando a temperatura, também pode acontecer. Isso é possível por conta da dinâmica de aquecimento e evaporação da superfície e dos oceanos.

No ponto da atmosfera que as nuvens de alta altitude costumam ficar – estamos falando de pelo menos 6km para cima – é bastante frio. Tão frio que a água que chega lá em forma de vapor se condensa, assumindo sua forma líquida ou até mesmo de cristais de gelo. Esse processo libera calor, que serve para reaquecer a atmosfera. Assim, com a ajuda do calor latente da água, se restabelece o equilíbrio perdido.

Por não considerarem essa dinâmica, as previsões meteorológicas criadas para relacionar o aquecimento global e a incidência de chuvas nos últimos anos não foram lá tão precisas, de acordo com essa nova pesquisa. Em parceria com outras quatro universidades, os pesquisadores da Nasa compararam dados do clima coletados entre 30 e 40 anos atrás com as previsões que 23 modelos climáticos fizeram no mesmo período. Eles descobriram que a maioria desses modelos estava errada: choveu mais do que as previsões indicavam.

O que tudo isso quer dizer: vem mais chuva por aí do que os cientistas – e todo mundo – estavam esperando. Bom, isso enquanto a temperatura da superfície e dos oceanos continuar a subir, é claro.

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