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Projeto brasileiro desenvolve aparelhos auditivos com bateria solar

O canadense Howard Weinstein, que participou do projeto brasileiro (Foto: Divulgação/DSM)

No leste de Amsterdã, na Holanda, se encontra o Westergasfabriek. O local ficou conhecido por ser a base de uma fábrica de gás que funcionou até 1968. Décadas depois, foi transformado em um parque 100% sustentável, com galpões que recebem eventos culturais de todo tipo. Um deles, ocorrido na tarde desta terça-feira (13), está alinhado com o propósito do local: a final do Bright Minds Challenge, um concurso de inovação realizado pela empresa DSM.

O propósito da primeira edição do evento foi destacar e premiar soluções que fazem o uso inteligente da energia solar e propõem novas formas de armazenamento de energia. Após várias etapas, três projetos foram selecionados para a final: o Cellulike, da Tanzânia, o Inquimae, da Argentina, e o Solar Ear, do Brasil.

Criado pelo canadense Howard Weinstein, o projeto brasileiro começou há quase duas décadas. Após a morte da filha de dez anos, o empresário foi demitido e passou alguns anos fazendo terapia e tentando novos negócios. Nenhum dos dois funcionou muito bem. Ele então decidiu ir para Botsuana ser voluntário. “No meu primeiro dia de trabalho, uma moça veio até meu escritório e me disse que sua aluna, Sarah, era surda e precisava de um aparelho auditivo”, contou Weinstein à plateia de investidores, executivos e jornalistas. Segundo ele, foi impossível ignorar a coincidência: sua filha também chamava Sarah.

A partir de então, o empresário se reuniu com várias pessoas da região que tinha a mesma condição de Sarah. Além de terem dificuldade com a comunicação, o grupo sofria ainda com o estigma: na comunidade, a surdez era vista como uma espécie de castigo de Deus. “Essas pessoas não tinham condições de comprar aparelhos auditivos, que custam cerca de 150 dólares, e uma bateria que custa um dólar e dura uma semana”, disse o canadense à GALILEU, horas antes da final do Bright Minds Challenge.

Junto com as pessoas que conheceu em Botsuana, Weinstein desenvolveu aparelhos auditivos acessíveis, uma bateria que funciona à base de energia solar e dura entre dois e três anos, e um carregador solar.

Anos depois, o empresário veio ao Brasil, onde adaptou a solução para o público do país. “Contratamos pessoas que são surdas: os aparelhos são feitos de pessoas surdas para outras”, explica. “Chamamos trabalhadores para desenvolver novas soluções e compartilhamos a tecnologia de graça.” De acordo com Weinstein, a iniciativa atualmente conta com mais de 50 pessoas ao redor do mundo - há parcerias em Botsuana (liderada por Sarah), Brasil, China e Canadá - e já ajudou mais de 200 funcionários surdos a entrarem no mercado de trabalho. Ele planeja estabelecer novas operações na Rússia e no Oriente Médio.

O Solar Ear ficou em terceiro lugar no pódio da premiação do Bright Minds Challenge. Como prêmio, Howard e seus parceiros receberão 125 horas de mentoria de especialistas e executivos da DSM e de empresas parceiras. “Sou só a voz dos nossos trabalhadores. Quero mostrar o que eles são capazes de fazer”, afirma.

Finalistas reunidos no evento DSM Bright Minds Challende (Foto: Divulgação/DSM)



* A jornalista viajou a convite da DSM 

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