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Uma olhada no Moto Z2 Play: quando melhorar estraga

Aconteceu: a Lenovo confirmou os rumores e trouxe a segunda geração do Moto Z Play ao mercado brasileiro com hardware atualizado, design mais fino e bateria de duração inferior. O smartphone modular, que também simboliza o retorno da marca Motorola, tem preço sugerido de R$ 1.999 e se mostra superior ao antecessor em quase tudo. Quase. Será que é uma boa? Eu fui dar uma olhada nele.

No Moto Z2 Play, a Motorola fez os merecidos ajustes no hardware para continuar com um aparelho competitivo, dobrando o armazenamento para 64 GB e aumentando a RAM para 4 GB — mesmos números da versão de R$ 2.199 do Zenfone 3 Zoom. A câmera traseira recebeu uma lente de abertura maior (f/1,7), mais condizente com a boa qualidade fotográfica do produto imediatamente abaixo, o Moto G5 Plus.

Mas o ponto mais controverso é a mudança no design. Não se pode negar que o Moto Z2 Play ficou bem acabado: a troca do vidro pelo alumínio foi positiva no aspecto visual, e ele não se tornou um imã de impressões digitais como o Moto Z, também de metal. A espessura é visivelmente menor (são 5,99 mm, também conhecidos como 6 mm), sem deixar de lado a entrada para fone de ouvido.

O problema é que a Motorola não apenas reduziu a capacidade da bateria em relação ao modelo anterior (de 3.510 mAh para 3.000 mAh). A empresa, na prática, acabou com a principal vantagem do Moto Z Play, que era a autonomia de um dia intenso com folga ou, para alguns usuários, até dois dias completos, graças a uma combinação de bateria grande e hardware eficiente.

É verdade que um design mais fino chama a atenção na prateleira da loja e pode impulsionar as vendas do produto — apesar do tumor na traseira estar ainda maior. Mas, pelo menos entre o público que acompanha tecnologia, diminuir a espessura em detrimento da bateria não é exatamente interessante:

Sabendo que não dá para ter os dois ao mesmo tempo, o que você prefere num smartphone: 10% design mais fino, 90% bateria maior. 1.512 votos.

Quem se interessou ou tem a primeira geração do Moto Z Play não parece muito animado com seu sucessor:

Comentários no post de lançamento do Moto Z2 Play

E esse é um dos problemas da linha da Motorola: a empresa constantemente faz mudanças que impossibilitam um usuário de permanecer com a marca. Isso também aconteceu na transição do Moto X de 2ª geração para o Moto X Style, quando a Motorola decidiu que seria uma boa ideia vender apenas flagships gigantes; e do Moto X Style para o Moto Z, que veio com uma bateria medíocre e sem entrada para fone de ouvido em favor de um design tão fino que prejudicou a ergonomia.

Vale uma rápida menção ao software, que se distanciou da proposta de “Android puro” que a empresa se orgulhava em oferecer até tempos atrás. A Motorola não abandonou suas raízes, mas agora traz as modificações cosméticas desnecessárias que os defensores da marca tanto combatiam — todos os ícones são cortados em formato circular e têm um inexplicável efeito de pizza fatiada, sem contar o estranho degradê no Moto Tela e um widget de relógio, que já vieram em outros modelos recentes.

Este texto nem de longe se atreve a dizer que o Moto Z2 Play é um smartphone ruim: ele se mostra superior ao antecessor em quase tudo, e ainda está chegando 200 reais mais barato no lançamento. Mas a novidade da Motorola é um exemplo de como a tentativa de melhorar um ponto (que os consumidores não fazem questão) pode interferir negativamente em outro (que era a maior vantagem do produto anterior).

O review completo, com informações sobre a câmera, bateria e outros detalhes do Moto Z2 Play, será publicado em breve. O que vocês querem saber sobre ele?

Uma olhada no Moto Z2 Play: quando melhorar estraga

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