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5 inovações criadas para o espaço que são usadas na medicina

Os astronautas da Estação Espacial Internacional podem ter encontrado uma maneira de acelerar o processo de criação de medicamentos. Desde os primeiros meses deste ano, eles estão cultivando cristais no espaço com o objetivo de estudar as estruturas de proteínas necessárias para o desenvolvimento de drogas específicas.

Estudos e tecnologias desenvolvidas pelos moradores da Estação não são novidade. Já no século passado, astronautas e cientistas da Nasa e de outras agências espaciais pesquisam e criam soluções que facilitam a vida no espaço e que, consequentemente, ajudam os cidadãos na Terra.

Confira algumas delas a seguir.

Termômetro corporal

Uma tecnologia criada para medir a temperatura de planetas e estrelas foi usada como base para um termômetro usado atualmente por hospitais e consultórios médicos. O aparelho, que começou a ser comercializado em 1991, surgiu a partir de uma parceria entre a empresa norte-americana Diatek e o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

Chamado de Modelo 7000, o termômetro serve para fornecer leituras de temperaturas de pessoas de maneira extremamente rápida (questão de segundos) e precisa. Porém, antes de chegar à Terra, a tecnologia usada para desenvolver o aparelho já era utilizada pela Nasa para medir as temperaturas de estrelas e planetas a partir da radiação infravermelha emitida por eles.

Rastreadores de olhos utilizados na cirurgia ocular a laser

Quando você olha para um ponto fixo enquanto inclina a cabeça, seus olhos se mantêm firmes automaticamente – e isso é possível devido à gravidade.

Para investigar como a microgravidade do espaço afeta a visão dos astronautas, cientistas fizeram uma série de experimentos que durou cerca de dez anos. Eles mediram os movimentos oculares dos passageiros da Estação Espacial com a ajuda de um dispositivo criado especificamente para esse rastreamento.

Paralelamente ao uso no espaço, os pesquisadores notaram que o aparelho poderia ser utilizado na Terra. Isso porque os movimentos automáticos oculares de pacientes afetam o trabalho do médico em processos cirúrgicos a laser. Assim, os rastreadores desenvolvidos foram essenciais para o posicionamento correto do raio laser em cirurgias corretivas de visão.

Detecção de lesões e câncer usando imagens

Na década de 60, a Nasa queria chegar à Lua e, para isso, desenvolveu a tecnologia usada no processamento de imagens digitais. Com esse procedimento, os cientistas da instituição conseguiam transformar sinais analógicos em sinais digitais para a criação de imagens digitais e nítidas. Dessa forma, foi possível encontrar o melhor local para a nave Apollo pousar em solo lunar.

Foi graças à essa inovação que, hoje em dia, temos aparelhos capazes de entregar diagnósticos mais precisos. As aplicações médicas derivadas dessa tecnologia vão desde o raio-x e a tomografia computadorizada até ressonância magnética nuclear e angiografia cerebral.

Robôs que removem tumores cerebrais

Enviado em 1981, no final da Guerra Fria, a bordo do ônibus espacial Columbia, o Canadarm2 é um braço robótico que foi usado para muitas tarefas fora da Estação Espacial Internacional. Desse modo, os astronautas não precisavam completar caminhadas espaciais arriscadas.

A tecnologia usada para desenvolver o braço robótico foi recentemente empregada na criação de outro braço – só que dessa vez, ele deu uma “mãozinha” para os moradores da Terra. Chamado de neuroArm, o aparelho fabricado pela Universidade de Calgary, no Canadá, realiza cirurgias de precisão, como a remoção de tumores cerebrais, dentro de aparelhos de ressonância magnética.

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Aparelhos odontológicos “invisíveis”

Esta inovação é para quem sofreu na adolescência com os aparelhos odontológicos. Em 1987, a empresa Unitek colocou no mercado brackets (aqueles quadradinhos dos aparelhos) praticamente transparentes. Eles são feitos de alumínio policristalino translúcido, um tipo de cerâmica altamente resistente desenvolvida em laboratórios de engenharia aeroespacial.

Esse material foi criado, primeiramente, para dispositivos de infravermelho, que necessitavam na época de uma estrutura translúcida e extremamente resistente. Atualmente, os aparelhos feitos a partir do alumínio policristalino translúcido são um dos produtos ortodônticos mais vendidos do planeta.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com

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