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7 bizarras histórias dos homens que pisaram na Lua

Em 20 de julho de 1969, o primeiro módulo lunar com um ser humano dentro aterrissou na Lua. O programa espacial Apollo reuniu a elite da elite da Nasa: só homens no pico do seu vigor físico, de sua agilidade, da sua clareza mental e até de organização pessoal. Mas essas pessoas também tinham suas excentricidades – e não eram poucas. Conheça fatos curiosos sobre alguns dos homens mais espaciais que o mundo já viu.

Um pequeno passo para um homem, uma grande gambiarra para a Nasa

(Nasa/Reprodução)

Dificilmente há um momento mais icônico da primeira viagem à lua do que a frase de Neil Armstrong. Mas a história quase não aconteceu desse jeito. O protocolo da Nasa em 1969 era o seguinte: o piloto principal do módulo lunar, Buzz Aldrin, era quem ficava mais próximo da porta e deveria sair primeiro. Justo para o Apollo 11, a Nasa decidiu quebrar o protocolo, mandando Neil descer primeiro.

Segundo um dos biógrafos de Armstrong, há uma grande chance de ter sido uma escolha deliberada, para garantir que Neil fosse o protagonista desse momento histórico, simplesmente porque ele tinha a cabeça mais no lugar.

Quieto e tímido, supunha-se que Armstrong lidaria melhor com a fama quando voltasse para a Terra (e não faria nada que envergonhasse a agência). Não deu outra: o primeiro homem a pisar na lua se manteve longe das câmeras durante toda a vida. Já Buzz, mais falastrão, abraçou mais a vida de pessoa célebre – mas tendo partes não tão bacanas da sua vida muito expostas ao público, como seu alcoolismo e depressão.

Apesar de não ter sido o primeiro homem a pisar em território lunar, Aldrin costuma dizer, com bastante alegria, que foi o primeiro a fazer uma prece e a urinar na lua (não necessariamente nesta ordem…)

Um cheque e um punhado de madeixas

(Nasa/Reprodução)

Apesar das desventuras de Aldrin, ele ainda se divertiu bastante como celebridade: deu nome para o Buzz Lightyear, de Toy Story, e chegou a gravar um rap com Snoop Dogg aos 79 anos. Já Armstrong ficou com a reputação de arrogante e esnobe. Um dos motivos foi se recusar a autografar toda e qualquer coisa. Neil não tirava foto nem com as crianças mais fofas fascinadas com o espaço.

Mas ele tinha motivos para essa cautela toda. Desde 1969, tudo que Armstrong tocava era vendido por milhares de dólares. Seu barbeiro chegou a vender algumas de suas mechas de cabelo por US$ 3 mil para um colecionador.

Nem a honestidade de Armstrong foi recompensada. Antes de entrar na espaçonave que o levaria para a lua, ele quitou até as dívidas mínimas: deixou um cheque de apenas US$ 10,50 para compensar uma grana que tinha pegado emprestada, que só deveria ser depositado se ele não retornasse vivo.

Deu tudo certo, mas o cheque foi parar em uma casa de leilão 40 anos depois – e foi vendido por mais de US$ 25 mil.

O fotógrafo mais solitário do mundo

(NASA/Reprodução)

O cara mais normal da missão era também aquele de quem você menos ouviu falar. Michael Collins era o terceiro homem, responsável por ficar na nave em órbita enquanto o módulo lunar descia, tomando conta de tudo. Lá de cima, porém, ele fotografou Neil Armstrong e Buzz Aldrin dentro do módulo lunar, com a Terra ao fundo. Ou seja: na mesma foto, estão todas as pessoas do planeta, com exceção do próprio Collins. Solidão pouca é bobagem.

Apollo 11 foi a primeira, mas não a última viagem à lua. E mais histórias esquisitas se seguiram.

Apollo 12: O astronauta Alan Bean tinha um plano elaborado para uma selfie na Lua. Ele levou um timer escondido na nave para tirar fotos de si mesmo no satélite e deixar os cientistas da Nasa confusos, sem saber como a foto foi tirada. O problema é que ele perdeu o timer dentro da nave e não conseguiu achá-lo a tempo. Quando voltou para a Terra, decidiu fazer uma releitura do que teria sido a fotografia. Se aposentou da Nasa para continuar fazendo pinturas da missão da Lua. Já na Terra, descobriu que a bolsa do traje espacial estava toda suja de pó lunar – e sempre acrescenta um pouquinho dele às suas obras de arte.

Apollo 13: Jim Lovell era o maior veterano da Nasa na época e estava liderando a missão com um baita parceiro, Ken Mattingly. O problema foi que um parceiro da Nasa, Charles Duke, apareceu para trabalhar com uma doença que quase todo mundo já havia contraído ou estava vacinado: rubéola. Todo mundo menos Mattingly. Apenas 48 horas antes da missão, Ken foi arrancado da missão pelos médicos, sob os protestos de Lovell, e substituído pelo novato Jack Swigert. Na Terra, Mattingly nunca chegou a manifestar a rubéola e voltou (junto com Charles Duke) ao espaço para Apollo 6.

Já Swigert acabou salvando a vida de Lovell. Ele era obcecado com organização: uma vez organizou todas as latas de suco de limão em frente das latas de suco de laranja na geladeira, porque L de lemon vem antes de O de orange no alfabeto. Com essa mesma meticulosidade ele estudou os manuais sobre os possíveis defeitos do Módulo de Comando – e, quando eles aconteceram, conseguiu trazer todo mundo de volta com segurança.

Apollo 14: O campeão desta lista com certeza é Edgar Mitchell. O sexto homem a andar na Lua foi um grande defensor de que o governo esconde todas as evidências de que aliens existem e que extraterrestres foram responsáveis por prevenir que a Guerra Fria evoluísse até a Terceira Guerra Mundial. Ele também teria sido curado à distância por um curandeiro canadense de um câncer de rim. Para completar, antes de sua estadia na Lua, Mitchell organizou uma Experiência Extra Sensorial. Ou seja: enquanto ele estava lá em cima, tentou transmitir informações para pessoas na Terra usando apenas a o poder da mente.

Apollo 15: James Irwin participou da penúltima missão à Lua. Passou por poucas e boas: descobriu no espaço uma arritmia grave, que surgia quando fazia muito exercício (levar e trazer equipamento na superfície lunar por 23 horas seguidas, por exemplo). Felizmente, o ambiente de 100% de oxigênio do módulo de comando era praticamente uma UTI e o astronauta se recuperou. Mas não sem agradecer: foi o primeiro (e último) a recitar trechos da Bíblia na Lua. Voltando para a Terra, largou a Nasa e criou a Fundação cristã High Flight (Vôo Alto), realizando viagens de evangelização porque “Jesus andando sobre a Terra é mais importante do que o homem andando na Lua”. Com a fundação, Irwin passou o restante da vida fazendo uma série expedições para a Turquia, no Monte Ararate, para tentar encontrar os destroços da Arca de Noé.

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