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Adesivo fixado ao sutiã denuncia abuso sexual automaticamente

Uma pesquisadora do MIT criou uma forma de reportar e prevenir abusos sexuais em tempo real. Seu projeto, que ganhou o nome de Intrepid, consiste em um adesivo que pode ser fixado a qualquer peça íntima – como um sutiã. Ele avisa quando alguém tem a própria roupa arrancada à força, alertando conhecidos da vítima e acionando serviços de emergência.

Para usar o Intrepid, deve-se fazer download de um aplicativo, que é ativado por Bluetooth. Então, a usuária cadastra cinco números de pessoas em quem confia, que serão contatadas caso aconteça alguma coisa.

A ferramenta pode funcionar de duas maneiras. Seu “modo ativo”, serve para situações em que a pessoa é incapaz de lutar contra o abusador – como pode acontecer com crianças, idosas ou pessoas inconscientes.

“Se alguém está tentando remover uma peça de roupa de seu corpo, nós primeiramente enviamos uma mensagem para confirmar se o ato é consensual ou não. Quem veste o sutiã tem 30 segundos para responder”, explica Manisha Mohan, que desenvolveu a ideia.

Caso a pessoa não responda à pergunta no tempo hábil, um alarme começa a soar – avisando quem usa. Se não houver retorno dentro de 20 segundos, uma mensagem com a localização da usuária é enviada aos amigos ou familiares pré-cadastrados. O gravador de voz do celular é acionado, e passa a transmitir o áudio do ambiente na forma de uma ligação.

A “versão passiva” funciona da mesma maneira, mas é ativada a partir do comando de quem percebeu o assédio. Para mobilizar seus contatos e avisar sobre o problema, basta pressionar um pequeno botão – que se prende à roupa com um clipe.

Para chegar ao design final da ideia, Mohan elaborou uma pesquisa on-line com 338 vítimas de abuso. Além disso, o dispositivo foi testado em 70 voluntárias, que avaliaram a funcionalidade, conforto e deram seu feedback sobre o sutiã inteligente. O mecanismo pode ser fixado e retirado facilmente de todo tipo de roupa, e sobrevive à máquina de lavar caso a vítima acidentalmente esqueça – a própria criadora é quem garante.

“Entendo que o abuso sexual é uma doença de nossa sociedade, que precisa urgentemente ser curada”, diz Mohan. Acho que nós devemos ser capazes de proteger a nós mesmas, e devo poder sair sozinha por conta própria. É isso que eu quero que este projeto permita [às mulheres]”.

A própria autora dá mais detalhes sobre a ideia no vídeo a seguir.

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