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Bolsa com poeira da Lua alcança US$ 1,8 milhões em leilão

US$ 1.812.500. Dá para comprar uma Lamborghini – e ainda sobraria dinheiro para um imóvel com uma bela garagem para guardá-la. Mas também dá para faturar, em um leilão, uma bolsinha de poeira branca da Lua made in U.S.A. pela grife Nasa. Vamos dar o braço a torcer: ela é uma relíquia e tanto. O invólucro, branco com zíper dourado, lembra os objetos carregados pelos astronautas no Planeta dos Macacos original, filme de 1968. Já o conteúdo – do qual restam apenas algumas partículas – foi coletado em 1969 por Neil Armstrong em pessoa, o primeiro homem a por os pés em nosso satélite natural durante a missão Apollo 11.

O item, que acabou nas mãos de um norte-americano anônimo, foi negociado na última quinta-feira (20), aniversário de 48 anos do pouso do módulo Eagle. A responsável por organizar o leilão foi a Sotheby’s, empresa britânica fundada em 1744 e especializada em qualquer coisa que Neymar possa pagar com o salário de um mês – como carrões italianos, pinturas renascentistas e um vinho francês de US$ 232.692. No mesmo dia, para fazer juz aos festejos lunáticos, também foram leiloados outros 172 itens associados à corrida espacial da Guerra Fria. Entre eles, fotografias, maquetes e outros objetos históricos que já estiveram nas mãos de astronautas.

Segundo o New York Times, a oportunidade de adquirir a bolsa branca atraiu mais de cem pessoas de uma dúzia de países. Os lances podiam ser feitos por telefone, pela internet ou ao vivo, na sede em Manhattan. O dia comemorativo atraiu a atenção de um público sem renda média suficiente para comprar nada – uma funcionária de alto escalão da Sotheby’s afirmou à imprensa que várias crianças, fascinadas pela exploração espacial, visitaram o local e ficaram com os olhos brilhando diante dos quase 200 objetos.

A bolsa começou sua carreira na high society como objeto histórico de segunda classe. Costumava, é claro, ser propriedade da Nasa, que após retirar as pedras e amostras trazidas da Lua a doou para o Cosmosphere, um museu sobre exploração espacial no Kansas. Em 2002, o local encerrou suas atividades, e em 2003 a peça histórica foi encontrada e apreendida pela polícia na garagem do antigo proprietário do museu, que havia sido acusado de lavagem de dinheiro, roubo e fraude.

O procedimento óbvio seria devolvê-la à agência espacial. Mas o governo estadual não sabia que ela havia sido usado por Neil Armstrong em pessoa – pensou que fosse só uma bolsa genérica, que sequer havia ido ao espaço. Sem consultar nenhum especialista, as autoridades leiloaram o pacote de poeira à advogada Nancy Carlson em 2015 por “modestos” US$ 955. Com uma pulga atrás da orelha, a mulher mandou sua aquisição recente a uma unidade da Nasa em Houston, Texas, e pediu que eles comprovassem sua autenticidade.

O item, claro, era tão autêntico que a agência espacial se assustou: respondeu a Carlson que ele era propriedade do povo americano e deveria ser mantido sob custódia do governo federal. A bolsa, notaram os cientistas, ainda continha resquícios das rochas trazidas na missão de 1969 para análise científica. Ela não se deu por satisfeita, abriu um processo e não só pode ficar com a peça como ganhou o direito de vendê-la – pouco depois a levou à Sotheby’s para avaliação. Ela já prometeu que doará parte de seu gordo milhão a instituições de caridade. A empresa, por sua vez, admite que a bolsa foi a estrela dos leilões da última quinta-feira, mas que esperava uma comissão maior: especialistas calculavam que o lance máximo alcançaria algo entre 2 milhões e 4 milhões.

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