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Google Glass retorna em uma nova fase, desta vez voltado para empresas

Quando o Google Glass foi anunciado em 2012, ele parecia indicar o futuro da computação: um dispositivo que você usa no rosto e controla através de gestos e voz. Após anos de hype, ele não correspondeu às expectativas — era um produto em beta de US$ 1.500 — e suas vendas foram interrompidas em 2015.

Na época, o Google avisou que o Glass não havia morrido de vez. Na verdade, seu desenvolvimento ficou mais fechado, e só teríamos novidades quando tudo estivesse pronto. Bem, chegou a hora.

Sem alarde, o Glass Enterprise Edition vem sendo oferecido para cerca de 50 companhias nos últimos anos. Suas especificações foram atualizadas e, a partir de hoje, ele será disponibilizado para mais empresas.

O design do Glass EE é mais confortável e mais resistente para lidar com ambientes de trabalho. O prisma do display ficou maior, a haste é dobrável, e o processador Atom é mais rápido que em gerações anteriores.

Além disso, a câmera é melhor (8 megapixels, contra 5 MP no Glass original), há uma luz vermelha que acende ao gravar vídeos, e a bateria tem maior vida útil. É basicamente o mesmo dispositivo que passou em 2015 pela certificação da FCC (equivalente americana à Anatel).

Os componentes eletrônicos se tornaram modulares, então você pode destacar o Glass Pod e encaixá-lo em uma armação compatível — seja de óculos de segurança ou tradicionais (de grau).

Jay Kothari, líder de projeto do Glass, lista no Medium algumas boas experiências de empresas com o dispositivo. A AGCO, fabricante de equipamentos agrícolas, conseguiu acelerar em 25% a produção de máquinas com baixo volume e montagem complexa. A DHL, que atua em logística, aumentou a eficiência da cadeia de suprimentos em 15%.

O Google conta com desenvolvedores para deixar o Glass mais útil. Por exemplo, médicos podem conversar com pacientes enquanto um aplicativo da Augmetix faz as anotações necessárias, preenchendo automaticamente uma ficha digital — isso reduz em duas horas o tempo diário gasto nessa tarefa.

A GE usa um aplicativo da Upskill que serve como manual de instruções para os funcionários, com vídeos, animações e imagens. Enquanto isso, a DHL emprega uma solução chamada Ubimax que usa dicas visuais para mostrar, em tempo real, onde cada item deve ser colocado nos veículos para entrega.

A Wired lembra que o Glass EE ainda é pouco usado: foram vendidas apenas centenas de unidades, que seguem em fase de testes na maioria dos grandes clientes. Ainda assim, ele parece mais promissor agora que encontrou um nicho mais adequado. A Alphabet X, responsável pelo projeto, não revela o preço do novo Glass.

Com informações: Medium, Engadget, The Verge.

Google Glass retorna em uma nova fase, desta vez voltado para empresas

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