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Site de traição Ashley Madison paga até US$ 3.500 para usuários após vazamento de dados

O Ashley Madison se descreve como “um site de casos extraconjugais”, prometendo encontros casuais para pessoas casadas. A empresa sofreu um enorme vazamento de dados em 2015, revelando nomes, endereços, números de telefone e cartões de crédito de 37 milhões de clientes.

As consequências foram graves para os usuários expostos. Eles se tornaram alvo de extorsão, recebendo e-mails pedindo dinheiro para que suas informações não fossem reveladas para “todos os seus amigos e familiares (e talvez até seus colegas de trabalho)”. Alguns tiveram que lidar com o divórcio; outros perderam seus empregos; e houve até casos de suicídio.

A Ruby Corp, dona do Ashley Madison, vem lidando há anos com processos judiciais de usuários. Agora, ela decidiu fazer um acordo extrajudicial com todas as pessoas afetadas pelo vazamento, pagando até US$ 3.500 para cada uma delas.

O valor total do acordo é de US$ 11,8 milhões e, segundo o Wall Street Journal, seis milhões de usuários poderão receber o pagamento. Ao dividir esses dois valores, vemos que a restituição média será de aproximadamente US$ 2 por pessoa.

É que, para receber o valor máximo, o usuário precisa comprovar que sofreu “perdas resultantes do vazamento de dados e de declarações supostamente falsas” — não basta ter seu nome na lista divulgada pelos hackers.

Como nota o ZDNet, provavelmente muitos usuários afetados devem desistir de receber essa compensação, deixando para trás um caso que ocorreu há dois anos.

Em comunicado, a Ruby diz que não fez nada de errado, uma tática jurídica para evitar mais processos:

A Ruby nega qualquer irregularidade, mas as partes concordaram com a solução proposta, a fim de evitar a incerteza, despesa e inconveniência associadas à continuação do litígio; e acreditam que o acordo extrajudicial proposto é do melhor interesse para a Ruby e seus clientes.

Em dezembro, a Ruby concordou em pagar uma multa de US$ 1,6 milhão para a FTC (órgão que fiscaliza empresas nos EUA) relacionada ao vazamento de dados.

Também no ano passado, a empresa confessou que usava bots para atrair usuários no Ashley Madison. Homens que se inscreviam no serviço eram contatados por uma “mulher” interessada em um caso, mas tinham que comprar créditos para responder.

80% das compras iniciais no site eram feitas por um homem tentando falar com um bot; e apenas 5% dos usuários eram mulheres reais. O Ashley Madison diz que deixou de usar bots no final de 2015.

Com informações: The Next Web, ZDNet.

Site de traição Ashley Madison paga até US$ 3.500 para usuários após vazamento de dados

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