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Visitamos o primeiro restaurante “tecnológico” do McDonald’s no Brasil

Os terminais de autoatendimento estão presentes em cada vez mais lugares, incluindo bancos, cinemas e aeroportos. Isso também vale para os restaurantes de fast-food, e o McDonald’s está seguindo a tendência no Brasil.

A empresa reinaugurou hoje uma loja-conceito em São Paulo, com máquinas de autoatendimento, tablets, Wi-Fi gratuito, entre outros. Essas mudanças devem chegar às 904 unidades do McDonald’s no país em até dois anos.

Eu fico um pouco dividido em relação aos terminais de autoatendimento. Em tese, eles deveriam acelerar o processo de comprar um lanche, ou fazer check-in em um voo, ou sacar dinheiro no caixa eletrônico. Na prática, eu já tive que esperar bastante em algumas filas porque as pessoas não sabiam usar direito o sistema.

Então, eu fui lá dar uma olhada para ver como tudo funciona. O restaurante fica na avenida Henrique Schaumann, em Pinheiros. Logo de cara, você encontra os totens de autoatendimento — são oito telas no total.

Usá-los não tem muito segredo: basta tocar na tela, escolher o lanche, o acompanhamento e a bebida. Uma novidade aqui é que você pode personalizar o lanche, adicionando ou removendo ingredientes. Depois, você paga em dinheiro ou cartão — a maquininha até aceita Samsung Pay — e pega o número do seu pedido.

Foi aí que as coisas desandaram um pouco. Meu número não estava aparecendo no painel de retirada, e do nada uma funcionária chamou minha atenção e disse que eu deveria retirar meu pedido em um local ao lado. Ele veio parcialmente errado (pedi batata com quatro queijos, colocaram a batata frita normal).

O McDonald’s diz oferecer Wi-Fi de alta velocidade no local, mas ele não funcionou; meu smartphone não conseguia se conectar a nenhuma das duas redes abertas. Ainda assim, acho que a situação vai melhorar com o tempo; os funcionários ainda estavam se adaptando.

Algumas mesas têm tablets fixos. São dispositivos da Samsung rodando Android, com alguns apps pré-instalados. Isso inclui jogos como Candy Crush e Fruit Ninja; apps como Wikipédia e Google Maps; e redes sociais como Facebook e Twitter (mas não é uma boa ideia fazer login em dispositivos que não sejam seus).

O McDonald’s diz que a unidade também tem uma Interactive Wall, com jogos interativos projetados nas paredes; e a Magic Table, uma mesa touch com atividades interativas. Eu não pude experimentá-las, no entanto.

Restaurante fast-food com autoatendimento não é novidade, nem mesmo no Brasil. Em dezembro, o Bob’s inaugurou uma unidade no BarraShopping, no Rio de Janeiro, em que todos os pedidos são feitos através dos totens ou de um aplicativo.

Mas isso sinaliza uma mudança para o setor. O Burger King, segunda maior rede de fast-food do mundo, vem testando máquinas de autoatendimento desde 2015. O Wendy’s, terceira maior rede global, promete implementar mil terminais até o final do ano. E o Subway começou a adotar essa tecnologia em algumas unidades nos EUA, Canadá e Reino Unido.

Esta é mais uma forma de reduzir custos com funcionários. O próximo passo? Colocar robôs para fazer todos os lanches — empresas como Momentum Machines e Miso Robotics já trabalham para tornar isso uma realidade.

Visitamos o primeiro restaurante “tecnológico” do McDonald’s no Brasil

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