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Concentração de bactérias em esponjas de cozinha preocupa cientistas

Esponja de cozinha (Foto: Jnzl’s Photos/Flickr)

 

Pesquisadores da Universidade de Furtwangen, na Alemanha, fizeram uma análise para descobrir quantas bactérias se abrigam nas esponjas de cozinha. O número encontrado foi assustador: 362 tipos de bactérias.

A quantidade foi observada em amostras de esponjas de 14 materiais diferentes. A maioria dos microorganismos não faz mal a saúde, mas algumas sim – e podem causar sérias doenças.

“O que nos surpreendeu foi que 5 de 10 dos tipos mais comuns achados pertencem ao grupo de risco 2”, disse o microbiólogo Markus Egert, coordenador do estudo. “O que significa que são potenciais agentes patogénicos.”

Entre as bactérias perigosas estão Acinetobacter johnsonii, Moraxella osloensis, e Chryseobacterium hominis – que podem levar a infecções  –, Acinetobacter pittii e Acinetobacter ursingii.

Além disso, os cientistas perceberam que grande parte das bactérias pertencem a família Moraxellaceae. Como esses organismos são comuns na pele humana, os pesquisadores acreditam que o toque das pessoas induz essa contaminação no acessório de cozinha.

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De acordo com o estudo, a estrutura da esponja é um ambiente para fácil e rápida reprodução dos microorganismos. Mas o que mais facilita a proliferação delas é encostá-las em diversas superfícies da casa, como fogão, pia, louça e eletrodomésticos.

“Esponjas de cozinha não sao apenas reservatórios de microorganismos, mas também são disseminadores nas superfícies domésticas”, relatou a pesquisa. “O que pode levar a contaminações cruzadas de mãos e comida.” 

Além da análise, os pesquisadores utilizaram uma máquina com tecnologia 3D, luzes fluorescentes e laser para visualizarem as bactérias. Para eles, foi difícil diferenciar onde a esponja (azul) termina e as bactérias (vermelho) começam. Confira abaixo:  

Bactérias esponja (Foto: Reprodução/ Universidade de Furtwangen)

 

“As bactérias atingiram uma concentração de mais de cinco vezes de 10¹º células cúbicas por centímetro”, falou Eger. “Esse é um número que encontraríamos normalmente em matérias fecais. Esses níveis não deveriam ser encontrados na cozinha.”

O que fazer? 
Os cientistas não recomendam limpar a esponja porque eles acreditam que isso possa apenas aumentar a presença dos organismos. “As bactérias resistentes sobrevivem ao processo de higienização e rapidamente se recolonizaram, atingindo um nível similar de antes da limpeza”, afirmou a pesquisa.

A indicação é trocar de esponja a cada semana – uma atitude que não é muito boa para o meio ambiente, mas a única saída vista pelos especialistas no momento.

(Com informações de Science Alert)

 

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