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Dinossauro do tamanho de um carro se camuflava para sobreviver

Se você já acha difícil guardar seu sedã na garagem, o que faria se tivesse de escondê-lo? Sumir com o trambolho de quase 5 m e mais de uma tonelada de uma hora para a outra é, sem dúvida, um tanto impossível. A não ser que o possante fosse pintado com uma tinta especial, que o deixasse quase invisível à distância, qualquer um poderia vê-lo mesmo estando muitos metros afastado.

Era mais ou menos assim que funcionava para o Borealopelta markmitchelli, dinossauro que passeava pela Terra há pelo menos 110 milhões de anos. Quando o grande réptil dava de cara com um predador ainda maior, sua cor marrom-avermelhada o salvava de virar jantar de T-Rex. Mesmo ostentando o tamanho de um carro popular, ele tinha de evitar brigas e recorrer à camuflagem para passar despercebido.

Esse instinto fugitivo tem uma razão de ser: a aparência da pele do bicho, que tinha coloração mais escura na parte de cima e mais clara na parte de baixo. A característica aparece em vários bichos atuais como gazelas ou peixes, permitindo que esses animais sumam entre o relevo quando vistos de cima, e sejam confundidos com o céu se observados por baixo.

O interessante é que a camuflagem, de forma geral, costuma ser um recurso utilizado por animais mais frágeis – como fazem esses pássaros para esconder os ovos de seus filhotes. Pode-se dizer que não era exatamente esse o caso do novo dinossauro, que media 5,5 m e pesava mais de 1300 kg.

Apesar de herbívoro, e, portanto, nada fã de brigas por causa de alimento, ele contava com uma proteção resistente. Seu corpo era envolvido por uma couraça bastante rígida, com espinhos que podiam chegar a meio metro de comprimento. A espécie integrava a família dos anquilossauros, dinos famosos por serem cobertos por placas e espinhos – dignos de fazerem figuração na trilogia Mad Max.

“Uma predação tão intensa para um réptil tão bem armado nos ajuda imaginar o quão perigosos eram os dinossauros predadores do período Cretáceo”, explica Caleb Brown, pesquisador do Museu de Paleontologia Royal Tyrell que participou da descoberta.

O fóssil foi encontrado na cidade canadense de Alberta em 2011, por um operador de máquinas que trabalhava na Mina Millenium. Na época, a descoberta foi até registrada em um vídeo feito companhia de energia Suncor, que você pode assistir aqui. Há inclusive um depoimento de Shawn Funk, o incauto trabalhador que acidentalmente trombou com essa peça de nosso passado pré-histórico.

Depois de retirar o fóssil da mina, começou, então, o complicado processo de trazer à tona o dinossauro que estava incrustado na rocha – o que demorou cerca de cinco anos e meio. Nada mais justo que Mark Mitchell, técnico do Museu Royal Tyrell que gastou mais de 7 mil horas na tarefa, também levasse parte do crédito pela descoberta. Nascia, assim, o B. markmitchelli, homenageando o paciente funcionário.

De acordo com os pesquisadores, este é um dos exemplares de dinossauros mais bem preservados já descobertos. Isso porque não apenas os ossos, mas também a pele e a armadura completa estão quase intactas. O trabalho permitiu que a peça pudesse ser colocada para observação do público no Museu de Paleontologia Royal Tyrell desde maio deste ano. Foi possível, também a condução de um estudo científico mais detalhado, publicado hoje no periódico Current Biology.

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