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Galaxy Tab S3: o belo tablet para poucos

Depois de mais de um ano sem atualizar sua família de tablets caros, a Samsung volta ao mercado com o Galaxy Tab S3. Sucessor do modelo apresentado em 2015, ele se apresenta como um produto versátil para consumo de conteúdo, trabalho criativo, entretenimento e produtividade.

Para atender a todo esse público, o tablet chega com hardware poderoso, tela Super AMOLED de 9,7 polegadas com suporte a HDR, caneta de alta precisão na caixa do produto, quatro alto-falantes tunados pela AKG e suporte a acessórios da própria Samsung, inclusive um teclado físico.

Será que o Galaxy Tab S3 é suficiente para levantar o decadente mercado de tablets? Eu conto tudo nos próximos minutos.

Em vídeo

Design e som

Pensa no Galaxy S7. Agora estica ele. Esse é basicamente o Galaxy Tab S3: um tablet com bordas de alumínio, traseira de vidro e o trio de botões físicos da Samsung, sendo que o do meio é um leitor de impressões digitais.

O Galaxy Tab S3 é um tablet fino e suficientemente leve para segurá-lo por um bom tempo sem cansar os braços, com 6 mm de espessura e 434 gramas. Nas laterais, você encontra uma conexão USB-C, entrada de fone de ouvido de 3,5 mm, quatro alto-falantes, conector magnético para o teclado e bandeja para chip de operadora e microSD.

Não há muito o que reclamar do aspecto visual do Galaxy Tab S3, até o momento em que você o pega na mão, quando as marcas de dedo invadem a traseira sem piedade. Além disso, assim como acontece no iPad Pro, eu senti falta de um suporte para guardar a S Pen junto com o tablet. Uma solução como a do Surface Pro, que possui um ímã na lateral para acoplar a caneta, muito me agrada.

Apesar dos detalhes, o design da Samsung é bom, com destaque para os quatro alto-falantes, que emitem som de qualidade e até arriscam um pouco de graves. São dois speakers em cima e dois embaixo, então, mesmo segurando o tablet no modo paisagem, pelo menos duas saídas ficarão totalmente desobstruídas. O volume é alto, embora os agudos distorçam um pouco quando o nível está no máximo.

Tela

Eu nunca escondi minha preferência pela proporção 4:3 (ou mesmo 3:2) nos tablets. Você pode argumentar que os filmes são 16:9 e acabam ficando com barras pretas (e tem razão), mas as telas mais quadradas são mais vantajosas para qualquer outro tipo de conteúdo, como revistas, desenhos e principalmente navegação, pelo simples fato de que a área útil é maior e você não fica com um salsichão no modo retrato.

Com isso em mente, é claro que a tela é um dos maiores pontos positivos do Galaxy Tab S3. O painel Super AMOLED de 9,7 polegadas (2048×1536 pixels) tem excelente definição, pretos impecáveis, brilho forte para qualquer situação e uma saturação que agrada. Por padrão, o branco é demasiadamente frio para o meu gosto, mas é possível ajustar o balanço nas configurações do sistema.

Para assistir a filmes e séries, o Galaxy Tab S3 também faz bonito. O fato do Super AMOLED apresentar um contraste normalmente maior que um IPS LCD equivalente torna a experiência muito agradável nos vídeos — eu tenho vontade de esticar a tela para 50 polegadas. E, como vem acontecendo em smartphones caros, ele suporta conteúdo em HDR; o maior problema é encontrar algum.

Software

O Android 7.0 do Galaxy Tab S3 roda uma interface parecida com a dos smartphones da Samsung com Nougat. Ela apresenta ícones mais contidos e telas mais claras, sem o verde controverso da marca. Achei curiosa a ausência de uma tela do Flipboard à esquerda da tela inicial, que vem nos celulares da Samsung; é um aplicativo de notícias com uma interface mais apresentável em tablets do que smartphones.

É verdade que o Android sempre foi muito criticado nos tablets por não ter aplicativos realmente adaptados para telas grandes. Mas minha experiência foi melhor que a esperada: Facebook, Instapaper, Newton, Slack, Todoist, Evernote e outros aplicativos que utilizo bastante já entregam uma interface dentro do que eu espero para um tablet, aproveitando bem o espaço do display.

Embora aplicativos como Twitter e Spotify ainda tenham apenas interfaces de smartphone esticadas, não há mais um abismo entre Android e iOS como há dois ou três anos. Além disso, funcionalidades bem desenvolvidas pela Samsung, especialmente o multitarefa, que permite executar dois aplicativos lado, só reforçam a experiência.

Mas a característica que a Samsung gosta de destacar é a caneta S Pen que, diferentemente do principal concorrente, vem inclusa na caixa e não precisa ser recarregada. É um bom acessório porque combina a precisão da caneta dos Galaxy Note, trazendo ponta fina de 0,7 mm e latência quase imperceptível, com o formato de uma caneta tradicional, mais espessa e agradável de segurar.

Para quem desenha, o aplicativo Samsung Notes tem uma variedade de pincéis com tintas que se misturam como no papel e suportam os 4.096 níveis de pressão. Para quem só é capaz de desenhar uma casa, árvore e pessoa, como eu, a caneta entrega ótima experiência de escrita, e o software faz um ótimo trabalho em desconsiderar a interferência da minha mão canhota enquanto escrevo.

Câmera

A avaliação de qualidade de câmera depende de qual é o produto.

Se fosse um smartphone, eu diria: o Galaxy Tab S3 entrega fotos de 13 megapixels com boa saturação e leve presença de ruídos mesmo em cenários com bastante iluminação; ele apresenta suave perda de definição nas bordas, mas não chega a prejudicar claramente o quadro. Em ambientes internos com luz artificial, o sensor tem mais dificuldade em focar e o alcance dinâmico limitado se revela, estourando áreas iluminadas e elevando os ruídos em regiões de sombra.

Como é um tablet de quase 10 polegadas, meu atestado é o seguinte: códigos de barras são focados rapidamente e têm boa nitidez.

Hardware e bateria

O hardware do Galaxy Tab S3 é o mesmo que você encontraria em um smartphone topo de linha do ano passado: processador quad-core Snapdragon 820 de 2,15 GHz, RAM de 4 GB e armazenamento interno de 32 GB, com possibilidade de expansão por microSD. Isso significa que os aplicativos rodam com bastante agilidade, e games apresentam excelente qualidade gráfica na telona.

Há uma ressalva, no entanto. Pelo que notei, a Samsung tem um modo standby mais agressivo no Galaxy Tab S3, basicamente matando tudo o que estiver em segundo plano depois de um tempo com a tela desligada, com o objetivo de economizar bateria. Em vários casos, ao voltar a utilizar o tablet, eu senti uma lentidão indesejável — que desapareceu totalmente depois de um ou dois minutos.

Outro detalhe é que, embora ele tenha uma entrada para microSD, eu senti falta de uma versão com mais capacidade de armazenamento. 32 GB é pouco se a concorrência já começa com o dobro (e vai até 512 GB). É o que digo nos smartphones: a memória interna sempre vai ser muito mais rápida que um cartão, e é chato ser obrigado a gerenciar unidades de armazenamento, especialmente em um produto tão caro.

A bateria, por sua vez, cumpre com o que promete. A capacidade de 6.000 mAh é suficiente para manter o tablet ligado por cerca de 7 horas de navegação interrupta no Wi-Fi; eu consumi metade da bateria em três horas e meia. Nos testes de vídeo, ele aguentou exatamente 10h32min de streaming de vídeo da Netflix com brilho em 60%, nada muito abaixo da estimativa de 12 horas divulgada pela Samsung.

Conclusão

O Galaxy Tab S3 é um tablet bom. Ponto. Ele tem ótimo desempenho para qualquer tarefa, uma bateria que dá conta do recado, um software bem desenvolvido e, principalmente, uma tela sensacional. Essa é a conclusão do review do produto em si.

Mas, se me permitem, preciso tecer alguns comentários sobre o mercado brasileiro de tablets. Não está havendo um meio termo nos produtos. Existem os baratos, que são ruins e têm comprometimentos demais em favor do preço. E existem os bons, que são absurdamente caros. Eu não encontro um custo-benefício realmente interessante no país desde o lançamento LG G Pad 8.3, em 2014.

E o tablet da Samsung se enquadra na segunda categoria: por R$ 2.999, ele é tão bom quanto caro. Não que seu principal concorrente também não seja: considerando a caneta, um acessório não suportado pelo iPad mais básico, você gastaria pelo menos cinco mil reais na plataforma da Apple, levando em consideração um iPad Pro de 10,5 polegadas de 64 GB sem 4G e com a Apple Pencil de R$ 799.

O ponto é: por esse preço, o Galaxy Tab S3 se torna um produto de alcance extremamente limitado. Ele pode ser útil para artistas que não querem gastar o dobro na concorrência e para pessoas que: 1) fazem questão de consumir conteúdo em uma tela grande de alta qualidade; 2) não se importam em carregar mais um dispositivo para todo lugar e; 3) estão com dinheiro sobrando.

Os tablets estão vendendo cada vez menos no Brasil, com uma queda de 32% em apenas um ano, e não é difícil entender o motivo.

Especificações técnicas

  • Bateria: 6.000 mAh;
  • Câmera: 13 megapixels (traseira) e 5 megapixels (frontal);
  • Conectividade: 3G, 4G, Wi-Fi 802.11ac, GPS, GLONASS, Beidou, Galileo, Bluetooth 4.2, USB-C 3.1.
  • Dimensões: 237 x 169 x 6 mm;
  • GPU: Adreno 530;
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 256 GB;
  • Memória interna: 32 GB;
  • Memória RAM: 4 GB;
  • Peso: 434 gramas;
  • Plataforma: Android 7.0 (Nougat);
  • Processador: quad-core Snapdragon 820 de 2,15 GHz;
  • Sensores: acelerômetro, giroscópio, bússola, impressões digitais;
  • Tela: Super AMOLED de 9,7 polegadas com resolução de 2048×1536 pixels.

Galaxy Tab S3: o belo tablet para poucos

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