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Inteligência artificial já importa mais para a Microsoft do que o mobile

Não é novidade que a incursão da Microsoft no mercado mobile não deu certo e, portanto, a companhia já não vê mais smartphones e afins como prioridades. Mas será que Satya Nadella e sua turma não estão apenas dando um tempo? É possível, mas improvável: um relatório anual divulgado recentemente mostra que, mais do que nunca, o interesse da Microsoft está na inteligência artificial (IA).

O documento, destinado à Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), faz parte de uma série de obrigações que corporações listadas na bolsa têm com o mercado e autoridades. Trata-se, basicamente, de um formulário que descreve o ano fiscal da empresa.

Cortana

Em uma parte do documento, a companhia deve informar quais são as suas estratégias futuras. É nessa parte que a IA aparece: “a Microsoft é uma empresa de tecnologia cuja missão é capacitar cada pessoa e cada organização no planeta para conseguir mais. (…) nossa visão estratégica é construir as melhores plataformas e serviços de produtividade para uma nuvem inteligente combinada com inteligência artificial”, diz um trecho.

No relatório do ano passado, a Microsoft fez uma declaração parecida, mas ressaltando o “mobile first” e não dando nenhum destaque à inteligência artificial. É um forte indício de que, se a companhia ainda tem planos ambiciosos para as plataformas móveis, está guardando tudo debaixo de sete chaves.

Mas, no documento anterior, já era possível perceber essa fase de transição, digamos assim. A Microsoft incluiu a mobilidade em sua estratégia, mas na forma de serviços. Em uma parte do relatório, a empresa afirma que “a mobilidade não está focada em nenhum dispositivo; está centrada na mobilidade de experiências que, por sua vez, são orquestradas pela nuvem”.

Satya Nadella

Satya Nadella

A declaração condiz com os esforços da Microsoft de trabalhar com o iOS e o Android lançando versões para essas plataformas do Office e do OneDrive, por exemplo. Porém, cada vez mais é difícil ofertar serviços nas nuvens que não sejam viabilizados de alguma forma pela inteligência artificial.

Já havia sinais de mudanças de rumo, portanto. Esses sinais ficaram mais fortes ao longo de 2016 por conta das contratações: no final do ano passado, mais de 5 mil pessoas já estavam trabalhando na Microsoft apenas para cuidar de projetos de IA.

Os resultados já estão aparecendo. Só para citar um exemplo recente, a companhia anunciou, no final de julho, um chip de inteligência artificial para o HoloLens.

E muita coisa ainda vai vir por aí.

Com informações: GeekWire, CNBC

Inteligência artificial já importa mais para a Microsoft do que o mobile

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