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Lua de Saturno abriga elemento fundamental para formação de organismos

Titã, a maior lua de Saturno (Foto: NASA)

 

O que nos últimos dez anos foi apenas uma teoria agora virou fato científico: cientistas da Nasa detectaram grandes quantidades do composto químico atrilonitrila (também chamado de cianeto de vinila) na atmosfera de Titã — maior lua de Saturno.

A importância da descoberta se deve ao fato de que os especialistas acreditam que as propriedades químicas intrínsecas ao elemento poderiam resultar na formação de membranas, estrutura estável, fina e flexível que cumpre um papel fundamental no funcionamento da vida: é ela quem separa o interior da célula do ambiente externo.

Essa divisão permite que os processos metabólicos ocorram no nível celular. "Achamos evidência significativa de que a acrilonitrila está presente na atmosfera de Titã, e acreditamos que uma quantidade significativa desse material bruto chegue à superfície", disse em comunicado a pesquisadora Maureen Palmer, do centro de astrobiologia do Goddard Space Flight Center.

Palmer é a autora principal de artigo publicado no final de julho no periódico Science Advances. A equipe utilizou dados do radiotelescópio ALMA, no Chile, que mostraram muito claramente a presença da assinatura do composto químico na estratosfera de Titã.

A uma altura de 200 quilômetros, a concentração significativa chega a 2,8 partes por bilhão. Os pesquisadores acreditam que parte do material vá parar em regiões mais baixas da atmosfera e chegue à superfície por meio da chuva, composta de metano em estado líquido. Inclusive, os grandes lagos da superfície devem ter acumulado grandes quantidades do composto.

As membranas celures dos organismos da Terra são compostas por uma bicamada lipídica que não teria serventia alguma nas condições hostis de Titã: a temperatura lá chega a menos 179 graus Celsius na superfície. Já as moléculas de acrilonitrila seriam capazes de formar esferas microscópicas que armazenam e transportam elementos — que os pesquisadores deram o nome de asotossomo.

"Essa descoberta adiciona uma peça importante para o nosso entendimento da complexidade química no Sistema Solar", disse Martin Cordiner, um dos autores do artigo. É mais uma peça de um dos quebra-cabeças mais empolgantes dos astrobiólogos: a busca por vida em Titã.

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