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Os 5 gatos mais famosos da ciência

O gato de Schrödinger

Vamos começar pelo bichano mais óbvio? Ótimo. Essa vai para os fãs de física quântica: um gato está em uma caixa de papelão fechada. Não é possível vê-lo lá dentro. Ao seu lado, há um único átomo radioativo e um aparelho de medição. O que o aparelho mede, no caso, é se o átomo perdeu um elétron – um processo que, no jargão da química, se chama “decaimento”.

Se o átomo perder um elétron, o aparelho aciona um martelo, que quebra um vidro de veneno – e o gato morre. Se o átomo não perder um elétron, o gato vive. Acontece que, segundo o Princípio da Incerteza, formulado em 1927 por Werner Heisenberg, a posição “definitiva” de um elétron só pode ser determinada se alguém observá-lo. Em outras palavras, até alguém abrir a caixa, a partícula subatômica não terá assumido um lugar no espaço, seja perto ou longe do aparelho de medição – e, portanto, o gato estará vivo e morto ao mesmo tempo. 

Esse experimento, inventado pelo físico austríaco Erwin Schrödinger em 1935, é só um exercício mental: você não precisa colocar a vida do animal em risco de verdade para entender que a situação desafia nossa compreensão do mundo – transformando um fato tão definitivo quanto a morte em uma possibilidade estatística. Na física das coisas muito pequenas, é a observação que define a realidade, e não o contrário.

(Nota rápida: essa é uma explicação resumida. Você pode entender melhor na revista Mundo Estranho).

Vivo! Morto! Vivo! Vivo! Morto!

Felis domesticus Chester Willard (F.D.C. Willard)

Ao contrário do gato imaginário do austríaco, F.D.C. Willard não só existiu como assinou um artigo científico em parceira com seu dono, o físico norte-americano J. H. Hetherington, em 1975. Você pode verificar o documento, com a data de publicação e o nome da dupla de autores, aqui.

Na prática, o felino de nome aristocrático não foi para o laboratório fazer a experiência com seu dono. A história é a seguinte: Hetherington precisava, como todo bom cientista, publicar suas descobertas em uma revista científica para divulgá-las – no caso, a Physical Review of Letters. O periódico até hoje tem padrões de publicação bem rígidos. Um deles diz respeito ao pronome “nós”, que só pode ser usado quando mais de uma pessoa trabalhou na produção do artigo.

Parece uma questão gramatical bem óbvia para uma pessoa normal. Acontece que cientistas, por causa de uma espécie de etiqueta da profissão, não estão acostumados a usar o pronome “eu” (mesmo quando eles realmente fizeram uma descoberta sozinhos).

Conclusão? Hetherington não leu as regras e, por força do hábito, usou o pronome “nós” em todas as frases. Um amigo percebeu e deu o toque, pois o erro era suficiente para impedir a publicação do artigo. Sem tempo para digitar tudo de novo (lembre-se, na época só havia máquinas de escrever), o cientista inventou um nome mais comprido para seu siamês Chester e fingiu que ele havia colaborado com a experiência. Bingo: “eu” se tornou “nós”, e o texto saiu normalmente.

Chega de pesquisa científica por hoje, mocinho, chegou a hora do cafuné

CC, o autêntico CopyCat

Em 2001, pesquisadores da Universidade A&M, no Texas, criaram o primeiro clone saudável de um gato. A matriz foi uma gata de três cores chamada Rainbow. Segundo a National Geographic, seu DNA foi inserido em um óvulo sem núcleo, que então foi implantado no útero de Allie, a fêmea que fez a gestação. A gata resultante foi batizada de CC, abreviação de “carbon copy” (cópia de carbono) – uma referência ao antigo método de reprodução de cartas digitadas em máquina de escrever, que daria origem à função CC do e-mail contemporâneo.

O mundo, porém, não perdeu a piada, e disse que CC, na verdade, significava CopyCat. Mais adequado impossível.

Murilo Benício, alguém?

Os gatos gravidade zero da Força Aérea Americana

Reza a lenda que gatos, ao contrário de torradas com geleia, sempre caem com as quatro patas no chão. Mas será que isso também acontece no espaço, onde gatos não caem? Essa pode parecer uma curiosidade fútil, mas era uma informação essencial para as forças armadas dos EUA na década de 1950. A corrida espacial com a União Soviética estava prestes a começar, mas a ciência ainda não sabia como o corpo humano reagia a um ambiente sem gravidade por longos períodos. 

Com a intenção de contribuir com um manual de instruções para os futuros astronautas mexerem suas pernas e braços no ar com eficiência, pesquisadores do Laboratório de Pesquisa Médica Aeroespacial, sediados em uma base da força aérea no estado de Ohio, resolveram levar gatos para um passeio sem gravidade – e ver se os bichanos, nessa situação exótica, usariam as patas de algum jeito especial e útil, que pudesse servir de lição para o ser humano. 

Sem sair da Terra, o único jeito de criar um ambiente de gravidade mínima – ainda que apenas por um breve período – é estar em um avião em queda livre, em condições de mergulho bem específicas que cancelam, ainda que apenas por alguns segundos, os efeitos da gravidade da Terra. Os aviões C-131 usados nessas experiência foram apelidados de “vomit comets”– em inglês, cometas de vômito. Em resumo: aquele foi um dia radical para os gatinhos.

Esse e outros testes acabaram sendo publicados no Homem sem peso: técnicas de autorrotação, um relatório de 1962. Você pode ler mais detalhes sobre ele na Popular Science.

They see me floatin’, they hatin’

Félicette, la chatte astronaute

Fãs de gatos, a SUPER sabe que vocês têm mágoa de Laika. Tudo bem, ela é fofa e a viagem lhe custou a vida, mas por que o primeiro ser vivo da Terra a visitar o espaço tinha que ser justamente um cão, e não um gato?

Bem, temos um consolo: os bichanos também visitaram nossa órbita durante a Guerra Fria, ainda que tenham ficado menos famosos. A gata Félicette, que nasceu na rua, foi adotada pela agência espacial francesa e então colocada à bordo de um foguete Véronique em 1963. Voltou viva para contar a história – mas foi morta pelos cientistas, que queriam estudar as consequências da viagem em seu organismo.

Dispensa legendas

 

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