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Para quem não gostou de “Sua Cara”

Até quando está bom, está ruim. Por mais que o lançamento de “Sua Cara” seja um dos maiores sucessos em língua portuguesa dos últimos anos, parece não ser o suficiente. O clipe alcançou a marca de 17,8 milhões de visualizações em 24 horas e está no top 10 da história do YouTube dentre os vídeos que mais fizeram bonito no período de um dia.

Uma vez, algum pensador disse: o chorume da internet são os comentários. Concordo, mas eu tenho o hobby de ler alguns por aí. Com isso, eu fiz recortes dos nossos amigos internautas para falar sobre este tiro do trio Pabllo Vittar, Anitta e Diplo.

“Se a música fosse em inglês, teria o dobro de views #flop.” O vídeo bateu Ed Sheeran, Katy Perry e J Balvin. Acho que a língua portuguesa não foi uma barreira para se tornar o clipe mais visto em 24 horas do YouTube deste ano.

“É impressionante. Tem que ter um homem no meio para elas fazerem sucesso.” Acho que a pessoa deve ter ligado os pontos da Pabllo Vittar ter lançado uma música com o Rico Dalasam e Anitta com Maluma. Além de ser um tanto machista, as duas estouraram com canções sem participações especiais de algum homem ou mulher. Podemos citar “Show das Poderosas” (Anitta) ou “Open Bar” (versão de Pabllo para “Lean On”).

“Nossa, mas poderiam ter gravado isso no Brasil. Que desperdício de dinheiro.” Temos diversos lugares lindos por aqui como Lençóis Maranhenses ou Alter do Chão, mas levar a gravação para o deserto do Saara causou o impacto que eles queriam. Foi um mês no qual a imprensa mundial soltava alguma nota relacionada sobre esse feito. Anitta se assusta com cobra, alguém da produção passa mal com calor, Diplo demonstra visual bombado e por aí vai. Ah, acho muito interessante a preocupação com o dinheiro dos artistas.

“I DON’T FUCKIN KNOW WHAT THEY ARE SINGING.” Uma simples busca por “‘Sua Cara’ translation” resolveria o problema deste cidadão, mas está tudo bem. Pensando bem, uma versão em inglês seria algo interessante:

Right on your face / I’m gonna twerk right on your face / Right on your face / Today, I’m gonna throw it right on your face“.

“Por isso que o Brasil está onde está. Esse lixo ser a música mais ouvida do mundo diz muito sobre a gente.” Está muito em alta comentários que relacionam o cenário atual da política brasileira com as músicas que estão fazendo sucesso. Pode ser funk, sertanejo, arrocha ou pop. Cada vez mais eu acho que são roqueiros de meia idade por trás desses comentários.

“Major Lazer mais uma vez roubando a cultura de algum país e promovendo como fosse dele.” O grupo é uma esponja que absorve tudo quanto que é estilo marginal pelo mundo. Não sei se isso seria apropriação ou algo do tipo. Em sua estreia, o Major Lazer lançou um apanhado de músicas que flertavam com dancehall e diversos grupos emergente vieram à tona por conta deste garimpo. Eles também fizeram alguns remixes e apresentações que invocavam batidas de funk tupiniquins. Não sei se roubando seria a palavra certa, mas foi um comentário bem pertinente.

“Produção horrível. Fotografia horrível. Roteiro horrível.” O clipe é bacana, vai. Não sei se a pessoa é um estudante ou profissional do cinema, mas a produção não deixa a desejar. Aliás, é uma baita produção. Gravar qualquer coisa fora de um estúdio é barra, imagina num calor de quase 50 graus. Eu não sei se a pessoa esperava alguma trama, algum vídeo com história ou algo tipo. Será que ter Anitta e Pabllo cantando debaixo de um sol a pino com quadriciclos levantando areia não foi o suficiente?

“Peçam para o Saboya fazer uma coreografia melhor. Um dos pilares de um produto pop é a dancinha que a acompanha.” Realmente o clipe não tem uma dança marcante, mas tem ligação com o lugar que eles estão e encaixa na música. Dizer que a coreografia simples é um ponto, mas dizer que é ruim? Pode ser mal executada ou algo do tipo.

Sua Cara é uma aula de pop. Eles conseguiram fazer barulho em tudo quanto é lugar, transcendeu fronteiras de língua, cultura e fazer com que a música batesse recordes mundo afora. A Anitta continua na sua saga internacional, Pabllo galgando lugares que uma drag nunca chegou e o Diplo continua promovendo intercâmbios culturais através do seu som.

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O jornalista paulistano, produtor musical e marketeiro Brunno Constante analisa, pondera, escreve e traz novidades sobre música no Papelpop todas as terças-feiras.

Fita Cassete é o alterego de Brunno quando ele fala sobre o assunto.

Quer falar com ele? Twitter: @brunno.


* A opinião do colunista Brunno Constante não necessariamente representa a opinião do Papelpop. No entanto, por aqui, todas as opiniões são bem-vindas. :)

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