Talvez eu não seja namorável. E tá tudo bem
Pra alguns parece tão simples, mas pra mim é uma equação que não fecha. Primeiro que eu não consigo encontrar o bendito valor do X, quem dirá colocar crush, timing, reciprocidade, saudade e mais uma caralhada de variáveis numa conta só e ter um namoro como resultado.
Desculpa, mas eu sou de humanas total.
Talvez eu não seja “namorável”. Na real, eu nem sei se essa palavra existe, mas foi a única que eu encontrei pra explicar minha situação atual. Eu não sou namorável e tá tudo bem.
Eu não sou, porque não quero um namoro pra mudar o status do meu Facebook. Quero alguém pra mudar os meus dias. Se for pra namorar só por namorar, eu continuo com a minha vida de solteiro – que tá muito bem, obrigado – e evito dor de cabeça.
Namorar por namorar é coisa de gente carente, saca? Essa gente que só sabe sorrir se estiver de mãos dadas com outra pessoa.
Mas eu não sou assim.
Eu aprendi a sorrir das minhas próprias piadas, dos meus próprios tombos e dos meus próprios erros.
Se for para me dividir com quem não sabe o que quer, eu prefiro ficar sozinho. E te garanto que é muito melhor ser inteiro do que ser metade de alguém que não sabe somar. Como eu disse, a equação não fecha.
Eu posso ser de humanas, mas eu sei muito bem quando tenho que me diminuir para caber no amor de outra pessoa – e isso eu não quero. Se for para ser assim, eu prefiro curtir a minha própria companhia, prefiro me divertir com os meus amigos, e prefiro ser feliz com todas as incógnitas que a vida de solteiro coloca na equação da minha vida.
Talvez eu até seja namorável, mas não é qualquer variável que me fará terminar essa equação.
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